HUSKY SIBERIANO

Resistência - Fidelidade - Inteligência

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cão "Alfa"?


... já é hora de reformularmos as falsas noções de que nossos cães nos vêem como suas “alcatéias” – com as referências ao cão “alfa”, ao domínio e à submissão – é uma das metáforas mais difundidas tanto para as famílias dos humanos quanto para a dos caninos. Ela possui a mesma origem dos cães: estes surgiram de ancestrais do tipo lobo, e os lobos formam alcatéias. Logo, afirma-se, os cães formam alcatéias. A aparente naturalidade desta transição é camuflada por algum dos atributos que não transferimos dos lobos para os cães: os lobos são caçadores, mas não deixamos nossos cães caçar para se alimentar* (são caçadores medíocres em relação a técnica do lobo). E, embora possamos nos sentir seguros com um cão na soleira do quarto de um bebê, nunca deixaríamos um lobo sozinho com nosso recém-nascido adormecido, quatro quilos de carne vulnerável.

No entanto, para muitos, a analogia com uma organização domínio-alcatéia é extremamente atraente, sobretudo, quando somos a parte dominante e o cão a submissa. Uma vez aplicada, a concepção popular de uma alcatéia perpassa todos os tipos de interação com nossos cães: comemos primeiro, o cão depois. Mandamos e ele obedece. Passeamos o cão, ele não nos passeia. Na dúvida de como lidar com um animal em nosso meio, a noção de “alcatéia” nos fornece uma estrutura.

(*) Um lobo caminha calmo e firme em direção a sua presa, sem quaisquer movimentos frívolos. As caminhadas de caça dos cães não adestrados são intermitentes, eles vagam para frente e para trás, aumentando e diminuindo a velocidade... pior ainda eles podem se distrair com sons ou ter uma repentina compulsão para perseguir uma folha que cai. As trilhas dos lobos revelam as suas intenções. Os cães perderam essa intenção... nós nos colocamos nesse lugar.

Refer. Bibliográfica: “Inside of a dog” – Alexandra Horowitz

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sociedade dos Siberianos



Quanto Augusto Comte inventou o termo “Sociologia” e o conceito a ela atribuído nunca, talvez, tivesse ele percebido que a esta, o termo definiria, por suposto, qualidades de conduta entre individuos não humanos aos seus grupos aos quais pertenciam.

Podería, mesmo, ser aplicado ao grupo não humano a organização social dos grupos humanos? Com certeza que sim e, nesta perspectiva, o Lobo e o Cão trariam um conceito básico de organização onde cada indivíduo deste grupo “social” conheceriam tarefas e ações sobre esta “sociedade” canina dando soluções práticas à experiência coletiva.

Uma raça canina tem isto bem definido em seu temperamento instintivo: O Husky Siberiano.

Por este caminho e linha poderíamos compreender as relações dos indivíduos em um grupo de cães siberianos. Poderíamos realizar um estudo analítico das relações “sociais” e de suas “instituições” compreendidos na caracterização da complementação de um “crédito-comum”.

Agora, o que é um grupo de cães siberianos? Quais são sua relações? Como são construídas suas “leis”? Suas ações, suas razões e seus valores comuns?

Os siberianos, assim como os lobos, verdadeiramente, não vivem separados ou solitários, cada qual a sua sorte, buscando soluções “particulares” para seus problemas de sobrevivência. Vivem juntos, partilham de uma forma comum de vida que lhes regulam a existência coletiva e lhes proporcionam a adaptação ao mundo que os rodeiam. Isso é nato nos siberianos.
Esta relação dos siberianos consiste em explicar os aspectos do comportamento encerrados nos conceitos de “sociedade”.

Estes conceitos definem os focos de interesses mútuos e “sociais” que são as formas de agir, impulsionar, “pensar” e sentir, que se repetem onde a relação entre o próprio individuo e o grupo se tornam simbióticos.

Partindo deste princípio podemos examinar e analisar que um elemento do grupo e cada um deles conhecem o funcionamento da matilha. Há uma explicação plausível sobre a estrutura do grupo e a sua associação em relação aos demais integrantes aos quais eles, siberianos, se relacionam.

A matilha como condição de grupo “social” estabelece um paralelo ao “habitat” onde vivem e onde se interagem. O meio biológico e físico é muito importante nesta disposição “social”.

Os siberianos são canideos sociais. O comportamento está intimamente ligado a padrões regulares e repetitivos. Os seres humanos também possuem tais padrões. Os cães não são criaturas isoladas e por si só, os siberianos não são diferentes.


A comunidade dos siberianos expõem sómente as condições associativas da raça, isto é, as relações de organização e cooperação entre os indivíduos do grupo.

As relações entre os siberianos, numa condição “social” de grupo, baseiam-se em fatos de que o comportamento está conformado de muitas habilidades ante aos individuos de outros grupos (matilhas) ou do mesmo grupo ao qual eles estão inseridos.

Os siberianos interagem continuamente, reagem uns aos outros e amoldam seus comportamentos pelos comportamentos dos outros, dos que se impõe dentro da matilha social. A ação é modelada pela ação do outro. O comportamento pode ser dimensionado para a obtenção da resposta do outro, como o esforço que um siberiano estranho a matilha tem de ser reconhecido ou de conquistar a “confiança” do grupo ao qual ele deseja se ingerir ou a tentativa de, pelo menos, não se fazer notar. Isto é uma relação “social” de uma matilha na expectativa das relações recíprocas ao comportamento de um em relação aos outros integrantes da “matilha social”, ou seja, há uma padronização de relações e ações entre indivíduos.

Leandro Jorge

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Handler Profissional


Então você decidiu contratar um Handler Profissional para expor seu cão.

Há muitas razões válidas para usar um handler profissional. O condicionamento e a apresentação em pista corretamente não são facilmente alcançados. Algumas pessoas podem aprender esta arte e com prática e esforço fazer um bom trabalho. Outras nunca conseguirão. Expor os próprios cães leva tempo e é custoso e contratar um handler, surpreendentemente, pode ser mais econômico.

Tenho estado dentro do esporte canino por muitos anos. Trabalhei para handlers e preparei e expus meus próprios cães. Agora, embora ainda faço meu próprio “grooming” e todos os cães vivem comigo, os faço apresentar por um handler profissional. Então penso que posso ver este assunto de diferentes ângulos e oferecer algumas palavras de advertência para selecionar um handler e manter uma boa relação de trabalho com um profissional homem ou com um profissional handler mulher.

Do ponto de vista do handler, o cliente ideal é rico, colaborador e flexível. Alguns handlers gostam que seus clientes estejam envolvidos na rotina da campanha de seus cães e no processo de tomada de decisões. Outros preferem que seus clientes vivam, pelo menos, a mil milhas de distância e os deixem livres e com cheque em branco para trabalharem a vontade.

Por outro lado os clientes querem que seus handlers sejam dedicados e incansáveis. Eles querem boas maneiras e sobretudo, querem resultados.

A menos que você seja extremamente rico, você pode esperar os serviços exclusivos de um handler, e sua posição na hierarquia do handler provavelmente vai ser proporcional à quantidade de trabalho que você dará. Isto é uma realidade da vida, especialmente com handlers de “grande renome”. Apesar de sua dedicação pelo esporte cinófilo, primordialmente eles estarão fazendo um trabalho por pagamento. Eles chegaram a ter uma posição trabalhando duro e tendo êxitos... então, talvez, você obterá resultados. Não busque o toque pessoal e acessível que você encontrará mais facilmente em um jovem em início de carreira ou recém chegado. Aos novos profissionais pode faltar o reconhecimento, o conhecimento e o tato de seus colegas mais experimentados, mas eles vão ser um pouquinho mais ansiosos e, por isto, um pouco mais flexíveis e um pouco mais serviçais.

Considere tudo...cuidadosamente antes de entrar numa relação comercial com um handler. Falca perguntas. Você quer um amigo ou um conselheiro? Quem é responsável pelo “grooming” e pela preparação do cão? Quem é a figura principal na tomada de decisões? O cão vai viver com o profissional ou com você, em sua casa? Que nível de compromisso você está disposto a contrair com o profissional e vice-versa? Você entende a estrutura de pagamento de honorários e é sabedor de todos os gastos que serão de sua responsabilidade na divisões de custos? Até quando e quanto você quer estar implicado em todo este processo e estrutura de gastos?

Sugiro que você visite o profissional e que visite o seu estabelecimento (Canil, Hotel para Cães, Pet Shop, etc). Observe-o nas exposições. Seus apresentados, os cães, parecem contentes? Este profissional é uma pessoa agradável? Será de muita ajuda tirar conclusões com algum de seus clientes. Faça um exame no indivíduo e na sua organização cinófila de apresentação de cães. Observe se você se sente relaxado e confortável com ele. Você confia nesta pessoa e em seus funcionários para que cuide dos seus cães? Seja honesto e franco para com o profissional e veja se assim acontece em contra partida.

Como tenho dito muitas vezes, se supõe que as exposições caninas devem ser uma diversão. Quando você decide contratar um handler profissional a relação deve ser de companherismo e em hipótese nenhuma de adversários. Para manter uma boa relação, obviamente é imperativo e decisivo que você trate seu handler com honestidade e com franqueza assim como você quer ser tratado. Isso funciona em ambos os sentidos.

Dedique tempo para fazer algumas avaliações e investigações antes de confiar seu cão à alguém. Você poderá evitar, assim, possíveis malentendidos se você for um cliente informado e com mente aberta.

Faça que suas expectativas sejam claras e escute atentamente as respostas do handler a estas expectativas. Escute também os conselhos do handler. Os bons conhecem e compreendem todos os aspectos da cinofilia, e sua experiência é parte do serviço profissional que você está adquirindo e que ele oferece.

Eu sou muito grata porque meu handler é também um bom amigo. Nos respeitamos um ao outro e temos compartilhado a emoção de vitórias e a angústia de não se ter saído como o esperado. Temos falados dos problemas e das soluções continuando amigos. Eu só posso desejar o mesmo para todos.

Texto de Patrícia Peters
American Kennel Gazette – Americam Kennel Club
Tradução de Leyla Rebelo para “O Guri” de Julho de 1998.
Adaptação de Leandro Jorge.

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