Fonte: Siberians Huskies - The Family Album segunda-feira, 21 de março de 2011
Regiões da coluna vertebral - Esquema
Fonte: Siberians Huskies - The Family Album domingo, 20 de março de 2011
Tórax
Em síntese, a forma final da caixa torácica é dada pelas costelas cuja curvatura deverá ser adequada a cada raça. A falta de uma curvatura correta (costelas chatas) levará a um tórax estreito e seu excesso (costelas em barril) a um tórax largo ou arredondado (tórax em barril). As conseqüências mais séries estão relacionadas ao apoio oferecido aos ombros e já foram comentados. Não podemos esquecer a eventualidade do tórax ser bem formado mas pequeno para o animal, os resultados serão semelhantes ao de um tórax estreito, além da falta de antepeito. Lembro que as costelas não atingem diretamente o esterno, a união é feita por cartilagens (cartilagens costais), assim, pode acontecer das costelas terem boa curvatura mas a cartilagem ser reta e descer verticalmente para o esterno... é o chamado tórax em quilha e, em conseqüência, falta apoio ao cotovelo. O esterno é formado por um conjunto de 8 peças ósseas (esternébras) unidas por cartilagem. Na porção posterior apresenta um prolongamento cartilagineo chamado de apófise xifóide e, na porção anterior, outro prolongamento conhecido como apófise cariniforme ou carena. A carena tende a ser mais pronunciada nos cães de velocidade e mais curtas e largas nos de força. Nos patas curtas, como por exemplo nos dachshunds, ela também é pronunciada. Nestes últimos a função da carena bem desenvolvida é compensar o encurtamento dos membros, garantido o melhor equilíbrio do animal. O esterno também fornece superfície de inserção para os músculos peitorais, especialmente os peitorais anteriores que formam o antepeito.
Naturalmente, o aspecto final do tórax será dado pela musculatura que recobre e que deverá ser bem desenvolvida e de acordo com a estrutura óssea que a sustenta.
Além da largura do tórax e da forma adequada de curvatura das costelas (vê-se de frente e por cima), devemos também considerar a sua profundidade, isto nada mais é do que a altura do tórax, tomada ao nível da 5ª ou 6ª costela, logo atrás da articulação do cotovelo, por uma linha perpendicular ao eixo horizontal entre os pontos mais alto e mais baixo, se necessário é também a esse nível que se mede o perímetro (circunferência) do tórax.
Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin Copplestone
Dog Standards Illustred - 1977 - Wagner, Alice - Howell Book House, Inc.
Dog Locomotion and Gait Analysis – Curtis Brow
Dogsteps – A New Look – 3ª Edition
Ilustração adaptada de Siberian Husky - The Family Album - Debbie Meador
Tradução, Pesquisa e Edição - Leandro Jorge - Direitos reservados.
sábado, 19 de março de 2011
Pés
Externamente, em correspondência às extremidades dos dedos encontramos formações fibrosas revestidas por pele modificada, as almofadas ou coxins digitais – em número de quatro – uma para cada dedo. Existe ainda em correspondência a região das primeiras falanges uma almofada única, central, chamada de almofada plantar ou palmar que, nesta concepção, tem a função de minimizar os impactos e garantir melhor aderência ao solo. Recobrindo a terceira falange aparecem as unhas (ou garras). Características de forma e cor das almofadas e das unhas deverão ser consideradas segundo o padrão racial.
Um último comentário. Embora o movimento dos cães dependa mais dos posteriores – Propulsão – em certas circunstâncias o papel principal pode ser dos anteriores – Tração. Isso pode acontecer por características especiais de terreno – ladeiras íngremes, solo lamacento ou arrastando pesos. Também em certas raças, nas quais a frente é muito desenvolvida em detrimento dos posteriores, como é o caso do Bulldog Inglês, os anteriores assumem preponderância na movimentação.
Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin Copplestone
Dog Standards Illustred - 1977 - Wagner, Alice - Howell Book House, Inc.
Dog Locomotion and Gait Analysis – Curtis Brow
Dogsteps – A New Look – 3ª Edition
Ilustração adaptada de Siberian Husky - The Family Album - Debbie Meador
Tradução, Pesquisa e Edição - Leandro Jorge - Direitos reservados.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Membros Anteriores
Os membros anteriores possuem duas funções principais entre outras: fornecer apoio ao movimento que nasce dos posteriores (propulsão) e, acompanhando os movimentos de lateralidade do pescoço e cabeça, permitir a mudança de direção. Os ossos principais que formam o esqueleto do membro anterior são: escápula, úmero, rádio e ulna, carpo, metacarpo e falanges. A escápula corresponde a região dos ombros e sua ligação com o tronco é feita exclusivamente por músculos, não existindo articulação óssea (nos animais em geral, não existe a clavícula ou, quando muito, é apenas um resquício). A porção superior da escápula se completa com uma lâmina de cartilagem (coroa da escápula) que em correspondência com as primeiras vértebras torácicas forma a região da cernelha – ponto mais alto do corpo do animal, relacionado à altura que consta nos padrões raciais. Na outra extremidade a escápula articula-se com o úmero que é o osso do braço, formando a articulação do ombro (articulação escapulo-umeral). Na porção média da escápula, acompanhando o seu eixo maior, aparece uma crista óssea chamada de espinha da escápula, que basicamente serve para aumentar a área de inserção muscular e reforçá-la. O ângulo ideal mantido pela escápula em relação à coluna vertebral é de 45 graus; ângulos maiores tendem a verticalizar a escápula levando a cernelha muito proeminente ou, por compensação, a frentes retas devido a abertura da articulação escapulo umeral, ao contrário, ângulos menores tendem a horizontalizar a escápula e, nestes casos, teremos a chamada cernelha plana e aberta pois, as coroas escapulares estarão mais distanciadas em função da curvatura do tórax, sobre o qual os escápulos também podem a levar a defeitos de ombro. Por outro lado esses aspectos podem ser condicionados não por alteração de ângulos articulares mas por um deslocamento total do conjunto. De fato, não existindo articulações ósseas, há predisposição para que o ombro se desloque para a frente ou para trás (mais raro). De qualquer forma ficam alteradas as relações da escápula com o tórax, ainda mais, um ombro deslocado para a frente pode sugerir defeitos de pescoço, principalmente quanto ao seu tamanho e inserção, dando também a impressão de que o cão é longo demais e/ou não tem antepeito bem formado.
A articulação do ombro tem como ângulo ideal o de 90 graus. Considerando o ombro em posição, os ângulos mencionados de 45º e 90º permitem que uma perpendicular ao solo traçada a partir do centro da espinha da escápula caia exatamente no centro da almofada plantar, mantendo-se paralela aos ossos do antebraço, que são o rádio e a ulna (linha vermelha na figura abaixo). Essa disposição é muito importante pois permite ao animal manter-se em pé com o menor esforço possível, dado o equilíbrio de torres entre os músculos extensores e flexores. Na verdade este aspecto constitui o que chamamos de aprumos e a natureza procura mantê-los a qualquer custo, acomodando a escápula e o úmero à largura da caixa torácica ou, inclusive, alterando a forma final de alguns ossos longos, como no caso dos “patas curtas”, para que a perpendicular seja respeitada nos seus pontos extremos – centro da espinha da escápula e almofada plantar.Visto de lado (famoso “side gait”), podemos notar que os cães de boa velocidade tal disposição permite que a articulação do cotovelo, entre o úmero e o rádio-úlna, seja colocada ao nível da linha inferior do tórax, ou mesmo um pouco abaixo, o que facilita os movimentos amplos necessários ao galope – por isso muito cuidado em falar em cotovelos soltos nos galgos em geral – ao contrário, nos cães baixos, a articulação do cotovelo, pelo encurtamento dos ossos, coloca-se acima da linha inferior do tórax e os movimentos são mais firmes porém de menor amplitude.
Considerando o movimento do membro como um todo, tais angulações e aprumos também resultam em economia de energia; de fato, neste caso, o membro funciona como um pendulo cujo centro ideal é o centro da espinha da escápula. Na realidade a escápula sofre apenas ligeira rotação, cabendo o efeito à abertura ou ao fechamento da articulação escapulo umeral; lembrando a relação do paralelismo entre a linha ideal e os ossos do antebraço vemos que toda a força de contato com o solo passa rapidamente para a raiz do membro. Além disso, se traçarmos uma linha acompanhando a espinha da escápula até o solo, podemos determinar o alcance máximo do passo do animal com um único movimento. Não é difícil deduzir que alterações dos ângulos articulares considerados vão influir nesse alcance. Assim, por exemplo, se o ângulo escapulo umeral for maior que 90º, o passo é mais curto mas a seqüência dos passos é mais rápida. Na maioria das raças é um defeito mas, em algumas, é desejável (Fox Terrier, dobermann). Ao inverso, um ombro muito fechado projeta a linha para mais longe do apoio. Teoricamente o alcance é maior mas, na prática, esse alcance é maior do que o próprio comprimento do membro que, assim, termina o movimento em pleno ar. Nesse caso o novo apoio far-se-a com impacto, o que cansativo e estressante que bate com a almofada plantares no solo (“padding”) ao invés de apóia-las harmoniosamente. Algumas raças apresentam movimentos especiais nos membros dianteiros; além das apontadas (passos curtos), o mais típico é o do Pinscher Miniatura em que todas as articulações, inclusive os dedos, flexionam-se exageradamente levantando todos os membros e resultando em passos curtos e rápidos. Esse movimento é chamado de “hachney” e está intimamente associado a estrutura do membro. Semelhante, porém não igual ao hackney é a chamda ação alta (high action). Neste caso, e é sempre defeito, o anterior não tem condições de compensar a propulsão dos posteriores. Para que os pés não se choquem (posteriores x anteriores), o animal retira rapidamente os anteriores do solo, levantando-os exageradamente mas sem as flexões acentuadas do “hackney”. Esta movimentação é vista como correta no Greyhound Italiano pela acentuada curvatura da coluna que, mesmo em movimento, não se desfaz totalmente. De qualquer forma ela também pode aparecer, transitóriamente, no início do movimento de qualquer raça de coluna convexa, mas desaparecendo à medida que a propulsão dos posteriores se equilibra com com a resposta dos anteriores e a coluna se acomoda. Nestes casos , a sua manutenção durante todo o movimento é defeito (em caso de dúvida faça o animal dar uma volta mais ampla). Ela também é insinuada no Ibizan Hound, no qual se pede um trote alto.
Devemos considerar agora a região do carpo e metacarpo. O carpo é constituído por duas fileiras de ossos, num total de sete e, como já mencionamos anteriormente, serve para dar maior flexibilidade a região (corresponde ao nosso punho) e amortecer os impactos que são transmitidos ao conjunto rádio-ulna e daí a raiz do membro. Externamente e na porção posterior, aí encontramos uma formação fibrosa, revestida de pele muito espessa, sem pelos, que é chamada de coxim ou almofada carpal, cuja função é proteger o carpo de choques com o solo, na eventualidade de flexões exageradas durante o movimento (principalmente em velocidade, quando o impacto é maior). Na seqüência temos a região do metacarpo (corresponde a nossa palma da mão) e é formada por quatro ossos (se não considerarmos o quinto dedo) que na realidade é o primeiro, o nosso polegar. O comprimento desses ossos varia conforme a raça, de modo geral, são mais longos nos cães de velocidade e mais curtos nos cães de força ou de anteriores e posteriores curtos. Considerados como um todo apresentam uma ligeira inclinação relativamente ao eixo do membro. Essa inclinação favorece o efeito de amortecedor do conjunto e sua alteração condiciona movimentos “duros”, se for muito reto ou, ao contrário, “pesados” se for muito inclinado. Algumas raças, entretanto, pedem metacarpos bem perpendiculares ao solo (Foxhound) ou nitidamente inclinados (Pastor Alemão). Muitas vezes é a este nível que notamos desvios de aprumos quase sempre decorrentes de problemas ao nível de ombros deslocados para frente ou tórax estreito, sem apoio para os cotovelos, exigem que o animal coloque os pés para fora para garantir o equilíbrio. Ao contrário, tórax muito longo (quando defeito) tende a afastar os cotovelos e os pés se voltam para dentro. Os desvios também podem acontecer por ligamentos pouco resistentes ou torções ósseas (em cães novos nos quais o tórax ainda não está totalmente desenvolvido ou os ligamentos são mais frouxos esses desvios devem ser cuidadosamente considerados). Finalmente temos as falanges, que são os ossos dos dedos e que veremos mais adiante.
Olhando o animal de frente, em movimento, notamos que a tendência dos anteriores é aproximar as extremidades. Isso decorre da procura de uma estabilização de tal maneira que o centro de gravidade se desloque em linha reta, de trás para frente, facilitando o movimento. Ao caminhar com os membros separados o centro de gravidade oscila também de um lado para outro, isso é normal nos movimentos mais lentos. Lembrar que nas raças de tipo compacto e tórax muito largo como o Bulldog por exemplo, essa aproximação é relativa, não devemos confundi-la com movimentos defeituosos em que os anteriores cruzam, passando de um lado para outro, quase sempre em decorrência de ombros e cotovelos mal colocados, inclusive por tórax estreito.Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin Copplestone
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Ilustração adaptada de Siberian Husky - The Family Album - Debbie Meador
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Pescoço
Finalmente, devemos lembrar que o pescoço também é responsável pela maneira como é levada a cabeça (porte); a manutenção de uma boa posição de pescoço e cabeça está intimamente relacionada aos músculos e ligamentos , em especial o ligamento da nuca (nucal) que se extende da cabeça às vértebras cervicais e torácicas. Alterações do comprimento e elasticidade deste ligamento podem alterar inclusive a forma do pescoço, especilamente no que diz respeito a linha superior ( a inferior mudará como conseqüência), assim, por exemplo, um ligamento da nuca curto e rígido levará a um pescoço de convexidade exagerada – pescoço de ovelha – por outro lado, não se pode esquecer que o porte da cabeça poderá estar alterado com problemas relacionados ao membro anterior que, mais adiante será mencionado.
Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin CopplestoneDog Standards Illustred - 1977 - Wagner, Alice - Howell Book House, Inc.
Ilustração adaptada de Siberian Husky - The Family Album - Debbie Meador
Dog Locomotion and Gait Analysis - Curtis Brow and Dogsteps - A New Look 3º Ed.
Tradução, Pesquisa e Edição - Leandro Jorge - Direitos reservados.
terça-feira, 8 de março de 2011
Orelhas
O plano em que a orelha externa se relaciona com a cabeça é conhecido como “inserção” e, conforme o seu nível, pode-se falar em três tipos de inserção: alta, média e baixa. A inserção é dita alta quando o canto externo da orelha está acima do nível dos olhos (ex.: pointer, akita); é média quando está ao nível dos olhos (ex.: maltês); baixa quando está abaixo do nível dos olhos (ex. Cocker Spaniel, Setters). Como você pode “decifrar” isso: pelos cantos externos e internos da orelha, ou seja, o canto externo é a junção de seu bordo posterior ou externo ao crânio e fica próximo ao arco zigomático. O canto interno é a junção de seu bordo anterior ou interno ao crânio e fica próximo ao osso parietal. O tipo de inserção depende da forma do crânio, do arco zigomático, das características da cartilagem e do tipo de pele de cada raça.
Quanto ao porte as orelhas podem ser classificadas em: eretas, semieretas, semi tombadas, tombadas, em botão e em rosa, em uma classificação mais simples.
Em uma classificação um pouco mais complexa podemos nomear quatro tipos e seus sub grupos: Quanto a cartilagem, quanto a inserção própriamente dito, ereção e a pelagem. Neste contexto classificamos a cartilagem com forma, tamanho, espessura, consistência e integridade. Nesta suposição a forma da cartilagem poderia ser triangular, pontiaguda, arredondada e lobular. Pelo tamanho podemos sizer que a orelha possui um contexto largo, estreito, curto e longo. Orelhas finas, médias, espessas e grossas nos definiriam a espessura. Sobre a consistência relacionamos o tipo duro e o mole. Orelhas íntegras , cortadas ou amputadas dariam integridade a cartilagem ou não. A inserção foi descrita acima. Quanto a capacidade de ereção chamaríamos de orelhas inertes (desprovidas de ereção), as eréteis e semieréteis – botão, tulipa e em rosa. Finalmente quanto a pelagem teríamos as lisas, peludas e franjadas.
Nas orelhas eretas a concha mantem-se completamente com o interior do pavilhão à mostra (pastor alemão). Nas semi-eretas a cartilagem dobra-se para a frente no seu terço final (ou na metade); é clássica do collie e do shetland. Nas semi-tombadas a dobra da cartilagem é feita no primeiro terço junto a base (irish terrier). Nestes tipos de inserção é sempre alta.Nas tombadas, a cartilagem é mais delicada e todo o pavilhão dobra-se para baixo, a inserção pode ser alta (pointer) ou média (maltês) mas, quase sempre é baixa (basset).
Nas orelhas em botão a dobra é junto a base, são pequenas e voltadas para a frente (pug). Em rosa, são orelhas que sofrem duas dobraduras, uma longitudinal e outra transversal, com isso, dobram-se para trás e são justapostas à cabeça (bulldogue inglês). Particularidades são apresentadas em cada padrão racial.Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin Copplestone
Dog Standards Illustred - 1977 - Wagner, Alice - Howell Book House, Inc.
Guia para a Dissecção do Cão - Evans & deLahunta - Guanabara Coogan
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terça-feira, 1 de março de 2011
Olhos

Ao examinar os olhos, os juízes, levam em conta a forma, a cor (em cães que o padrão exige), a posição e a expressão. De modo geral esses itens fazem parte das descrições de padrão racial e são próprios de cada raça. Relativamente à forma e posição, não se pode deixar de lado os aspectos ligados ao tipo, que já foi descrito, isso é de extrema importância em uma análise comparativa ao padrão. Alterações da forma e posição exigidas, geralmente são faltas graves e isso quase nunca é uma percepção simplesmente visual, pois implicam diretamente em modificações de toda a estrutura óssea do crânio (o globo ocular é sempre esférico). Assim, por exemplo, olhos redondos em um Afghan estão associados a crânio longo ou stop muito evidente; da mesma forma olhos achinesados (estreitos) em um Boxer decorrem de crânio estreito, testa fugida (inclinada), focinho longo e de pouca substância, e assim por diante. Relativamente aos olhos, também devem ser considerados, as pálpebras, superior e inferior, que são dobras de pele que servem para protegê-los. Os padrões costumam especificar a pigmentação desejável para a borda das pálpebras, bem como conjuntiva, que é a mucosa interna mas às vezes, isto é permitido ou mesmo desejado. Não se pode esquecer a terceira pálpebra – estrutura fibro cartilaginea localizada junto ao canto interno do olho. Quando distendida altera a expressão do cão.
Todos os aspectos anatômicos são classificados. Os olhos são observados quanto a sua inserção, ou seja, quanto a sua colocação: frontais, oblíqua ou laterais. Depois vem a inclusão: olhos profundos ou proeminentes. Os olhos são classificados, também, por sua forma; ou redondos, arredondados, ovais, amendoados ou triangulares. Os olhos são observados quanto a sua cor; escuros (pretos, castanhos escuros, avelã ou marron escuro e avelã ou âmbar), olhos claros. Alguns padrões determinam – Chesapeake Bay Retrevier, amarelos ou marron claro. Outros padrões permitem – olhos azuis (siberiano), azuis ou cinza (old english sheep dog), azul merle (shetland), amarelo (bloodhound, puli, etc). Alguns padrões toleram – Dogue Alemão, azuis. Dogue Alemão Preto, marrons claros. Dálmata, olhos âmbar. E, muitos padrões, desqualificam pela cor clara: olhos azuis – Pointer Alemão, Bernese, Fila Brasileiro, Malamute do Alaska, Komodor, etc. Ohos amarelos – American Water Spaniel, Briard. Há os olhos mistos na cor (partecoloridos), algumas raças permitem (siberiano) outras toleram . Há os olhos extremamente claros chamados de “Olhos de Porcelana”. Os chamados olhos de rapina são olhos onde o tamanho da íris permite que parte da esclerótica apareça. É sempre uma falta. Um árbitro analisa todos estes aspectos mediante a expressão do cão.Pure Breed Dogs - 2003 - Glover, Harry - Irewin Copplestone
Dog Standards Illustred - 1977 - Wagner, Alice - Howell Book House, Inc.
Ilustração adaptada de Siberian Husky - The Family Album - Debbie Meador
Tradução, Pesquisa e Edição - Leandro Jorge - Direitos reservados.

